ANOREXIA ALCOÓLICA: CONHEÇA A FUNDO ESTA DOENÇA! PDF Imprimir E-mail

ANOREXIA ALCOÓLICA: CONHEÇA A FUNDO ESTA DOENÇA!

A novela das oito da Rede Globo, “Viver a vida”, trouxe à tona um assunto pouco conhecido pela maioria das pessoas, porém muito mais comum do que se imagina. Através da personagem Renata, vivida por Bárbara Paz, o autor Manoel Carlos está mostrando ao país as transformações que a anorexia alcoólica pode fazer na vida de uma pessoa.

Assim como a anorexia, um dos distúrbios alimentares mais conhecidos, esta é uma doença causada pela busca incessante da magreza. A diferença é que ela não se resume à falta de alimentos no organismo. Quem sofre de anorexia alcoólica acaba usando a bebida como um artifício para tapear o apetite e assim emagrecer. Por isso, ainda há muitas controvérsias se esta doença é simplesmente um distúrbio alimentar ou se é, antes de tudo, uma doença causada pelo vicio da bebida.

“90% dos casos de anorexia nervosa são encontrados em mulheres. A freqüência vem aumentando devido ao culto à magreza provocado pela mídia e, conseqüentemente, aos valores distorcidos incentivados pela sociedade. Em busca de um corpo perfeito como os das atrizes e modelos, as mulheres jovens tendem a procurar formas de chegar ao aspecto físico desejado. É nesta hora que a anorexia pode se manifestar”, diz a médica-nutróloga, Dra. Patrícia A. de Oliveira, responsável pela EMTN (Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional) do Hospital Bandeirantes.

Você deve estar se perguntando: Mas, bebida alcoólica não engorda? O que acontece é que, mesmo sendo uma fonte calórica, o álcool substitui o alimento sob a forma de "calorias vazias", pois ele não é utilizado eficientemente pelo organismo como uma forma de combustível. O grande problema está na digestão e na absorção das calorias, já que a nutrição, nestas condições, ocorre sob a influência de um déficit de nutrientes que pode trazer sérios danos à saúde.

“Com o metabolismo alterado, os micronutrientes (folato, tiamina, piridoxina, vitamina A, vitamina D, zinco, selênio, magnésio e fósforos) sofrem alterações. As conseqüências desta doença resumem-se a distúrbios nutricionais importantes com alterações orgânicas como arritmias, convulsões, doenças neurológicas, anemia, distúrbios menstruais, alterações da tireóide e endócrina. Portanto, além da perda de apetite, complicações como esofagite, gastrite hemorrágica, hepatite alcoólica e diabetes secundária podem ocorrer”, explica ela.

O tratamento é feito com terapia comportamental e acompanhamento nutricional para controle das duas doenças associadas: o transtorno alimentar e o alcoolismo. “São necessárias estratégias como trabalhos de grupo, reuniões do AA (Alcoólicos Anônimos) e avaliações clínicas para medir e tratar os prejuízos orgânicos”, finaliza a Dra. Patrícia.


 
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